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Transição para a Edge: perspectivas da nova era da computação

Autor: Lelah Manz

Ao final de uma semana agitada de atualizações da plataforma Akamai, o edge computing desponta entre as tecnologias mais críticas. A Akamai opera serviços na Edge há mais de 20 anos, de entrega de conteúdo e mídia, otimização de aplicações e IoT a segurança empresarial e na nuvem. Agora, temos o prazer de abrir todo o potencial da nossa plataforma para os desenvolvedores com o EdgeWorkers, permitindo que as empresas executem o código delas sem servidor em nossos nós de Edge. Vamos descobrir por que isso é tão importante para a Akamai e por que o edge computing está ganhando força no setor.

Por que caminhar para a Edge?

Nós vemos o edge computing como a próxima mudança natural de paradigma na TI, anunciando uma nova onda de descentralização. Na última década, o setor passou por duas tendências em TI que aparentemente caminham lado a lado. De um lado, vemos a centralização e a consolidação da infraestrutura de data centers em nuvem (privada, pública ou híbrida). De outro, na ponta do usuário final, estamos testemunhando uma explosão na diversidade e na distribuição local de dispositivos clientes, impulsionada por dispositivos móveis de alta capacidade e redes sem fio amplamente disponíveis. Isso trouxe um novo conjunto de desafios que o edge computing pode enfrentar de formas que a nuvem ou os data centers tradicionais não conseguem.

As distâncias entre os poucos data centers centralizados de grande porte e os bilhões de usuários finais móveis espalhados pelo mundo são grandes demais para permitir um desempenho adequado, seja para dar suporte a aplicações de latência crítica de qualquer tipo ou simplesmente para permitir experiências de usuário final altamente personalizadas e ágeis.

Embora a demanda por essas experiências personalizadas tenha explodido, também cresce a preocupação com a retenção e o processamento de todos os dados centrados no usuário, inclusive dados pessoais, em data centers centralizados de grande porte. A delegação completa de controle para a nuvem exige confiança unilateral dos clientes nas nuvens, muitas vezes em conflito direto com as novas normas de proteção de dados e princípios de Zero Trust.

Embora a redução de custos tenha sido um dos principais fatores que impulsionaram a consolidação de um número cada vez maior de serviços e funções na nuvem, as interações necessárias entre os usuários finais e a nuvem levaram a uma enorme circulação em rede e a uma inflação de tráfego, armazenamento e custos de computação na própria nuvem.

O edge computing tem grande potencial de resolver esses problemas. Ao afastar as fronteiras das aplicações, dos dados e serviços de nós centralizados para a periferia da rede, o edge computing aproxima os dados, os insights, as aplicações e as decisões dos usuários e tudo que atua sobre eles. Ele coloca as decisões de controle e confiança nas Edges e abre espaço para aplicações e experiências novas e mais centradas nas pessoas, ao mesmo tempo em que minimiza a transferência de dados pessoais. Os requisitos de tempo de ida e volta, armazenamento e computação na nuvem são minimizados, assim como os custos associados.

Edge Computing é computação sem servidor

O que torna o edge computing ainda mais intrigante e fácil de adotar é que ele também significa computação sem servidor, pelo menos quando as empresas empregam uma solução como o nosso EdgeWorkers, que cuida de tudo o que é necessário para distribuir e executar o código. Dispensa hardware e ambiente de tempo de execução e sistema operacional que requerem manutenção. Os desenvolvedores e as organizações de TI também não têm de se preocupar com escalabilidade, disponibilidade, aspectos de desempenho (como tempos de inicialização a frio ou a distribuição real do código na rede de Edge) e, claro, também não precisam ter rede de Edge própria.

Construir e manter uma rede grande e distribuída de nós de Edge com eficiência não é tarefa viável e não se justifica, nem mesmo para empresas grandes o suficiente para operar uma nuvem privada própria. A Akamai opera a maior e mais distribuída rede de Edge do planeta. Ao abrir essa plataforma para edge computing, podemos cuidar de todos os aspectos que importam para a execução do código. O desenvolvedor pode se concentrar apenas no que faz melhor: criar código, inovar e criar aplicações que agreguem valor aos usuários finais e tragam um diferencial para a empresa.

O novo paradigma: posicione o seu código onde ele funciona melhor

O que faz com que o edge computing se destaque das tecnologias de ponta do passado é que ele é totalmente complementar, não compete com a tecnologia que roda com ele. Nuvens privadas, públicas e híbridas continuarão sendo uma parte crucial da infraestrutura, mas o edge computing será uma opção de lugar para executar o código que vai se tornar cada vez mais importante.

Em outras palavras, a mudança de paradigma não está em mudar tudo para esse novo local. O novo paradigma é que o melhor é distribuir cargas de trabalho e dados para os locais onde eles rodam melhor. Você precisa manter baixas as distâncias, o tráfego e a latência entre os dados e o consumidor? A aplicação é necessária para minimizar a distribuição e a centralização de dados confidenciais, como PII (informações de identificação pessoal)? Planeja utilizar dados e insights com base no contexto e no local do usuário para tomar decisões quase em tempo real sobre personalização? Se essas perguntas tiverem algo a ver com os seus requisitos, o melhor lugar para o seu código é quase sempre a Edge.

As empresas não devem pensar no edge computing como uma tecnologia que exija mudanças invasivas e uma ruptura radical nas práticas atuais, desafios que deixaram muitas pessoas receosas de adotar a computação em nuvem. Pelo contrário, devem enxergá-lo como uma ferramenta extra, que não substitui, mas complementa e aprimora os sistemas, as aplicações e os conceitos atuais. Afinal, a maioria das organizações já usa alguma forma de tecnologia de Edge para armazenamento em cache, monitoramento ou proteção. Se estendermos isso para a execução de códigos personalizados, os casos de uso do edge computing poderão ser identificados e implementados um por um, sem toda aquela dor de cabeça que foi a transição para a nuvem.

É exatamente isso que estamos fazendo pelas empresas com o Akamai EdgeWorkers. Nossos clientes hoje usam o EdgeWorkers para reduzir o tempo de espera do usuário final, ao diminuir a latência de segundos para apenas alguns microssegundos nos serviços de personalização baseados em geolocalização, ou realizar a avaliação de consentimento exigida pelas normas localmente na Edge, em vez de remeter de volta à nuvem. Outros executam transformações de roteamento e URL diretamente na Edge, a fim de otimizar o armazenamento em cache e minimizar o tráfego de ida e volta, resultando em menos tempo de carregamento, de tráfego de rede e ciclos de computação nos servidores de origem. Os links abaixo trazem artigos detalhados do blog sobre alguns desses casos de uso.

As possibilidades do código personalizado na Edge são quase infinitas, e isso é só o começo. A Akamai Intelligent Edge Platform é a maior rede distribuída de todas e agora está aberta para desenvolvedores executarem seu próprio código, sem servidor e sem esforço.

Basta trazer o código e nós cuidamos do restante.

Primeiros passos

Se quiser conhecer um pouco sobre a computação sem servidor na Edge, você pode se inscrever no EdgeWorkers.

Saiba mais

Criamos várias postagens práticas e histórias de usuários que detalham como os clientes da Akamai estão utilizando os novos recursos do EdgeWorkers e do Image & Video Manager para proporcionar uma experiência digital melhor para o usuário final. O EdgeWorkers também será um dos principais assuntos da nossa próxima conferência virtual Edge Live.

Serão mais oportunidades de interagir conosco nesse tema e outros no Edge Live | Adapt, dias 10 e 11 de novembro. Inscreva-se para ver como os clientes estão usando esses avanços, para participar de análises técnicas aprofundadas e ouvir nossos executivos falarem sobre como a Akamai está evoluindo para o futuro